Política na rede, um mal a ser combatido
Lei eleitoral pretende regulamentar a divulgação dos politicos na Internet
Internet é uma terra de ninguém. Muito se discute à respeito do autor desta frase, mas o fato é que a grande repercussão leva à diversos debates diferentes até hoje. E a guerra de opiniões em relação ao projeto de lei que regulamenta a lei eleitoral na internet também rola solta no senado, botando mais uma vez em cheque a veracidade do já famoso ditado, muito usado entre os pais que tentam restringir o acesso dos filhos à rede.
Em Julho começaram as discussões sobre a lei eleitoral que irá entrar em vigor à partir de 2010. Há uma pressão grande de alguns senadores, principalmente entre os representantes da oposição, para que não haja nenhum tipo de propaganda paga na internet. Afinal de contas, o meio de comunicação, que antes era utilizado somente pelas camadas mais privilegiadas da população, passou a atingir as classes C, D e E nos últimos anos. No país, são pelo menos 41 milhões de pessoas conectadas à rede, número suficiente para mudar o destino de qualquer eleição.
O exemplo vem dos Estados Unidos: a internet é considerada a principal responsável pela eleição do presidente Barack Obama, em 2008. O "twitter" e o "youtube" foram as principais ferramentas usadas pelos marqueteiros do atual comandante da maior potência do mundo, e a frase de efeito "yes, we can" conquistou o eleitorado.
Por um lado, não há como frear a evolução no jeito de se fazer propaganda, um processo naturalmente liderado pela internet. Até os que protestam contra a liberdade na rede admitem que controlar a divulgação de candidatos em blogs pessoais e sites de relacionamento é uma prática impossível. Em contrapartida, algumas regulamentações podem e devem ser impostas para que o mundo virtual não se torne mais um refém da grande lavagem de dinheiro comandada pelas campanhas eleitorais, que movimentam cifras orbitantes de dois em dois anos.
A impressão que fica é que, se as propagandas pagas na internet forem liberadas pelo Senado, os programadores de softwares vão ter que trabalhar dobrado com programas anti-popup, pois ao clicar em um site, o internauta vai ter a tela tomada por centenas de folders com números e rostos aleatórios, e cada clique na web vai levar a videos de candidatos dos mais diversos lugares.

foto-montagem de Obama: presidente dos EUA usou o twitter para se eleger
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